terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

do jornalismo em tempo de revolta..

não.. não acho que a crise justifique tudo, nem acho que a luta contra a crise justifique tudo, nem acho sequer que a revolta contra a maneira como esta crise é conduzida justifique tudo..

sei que há oportunistas e revoltados de ambos os lados da questão.. sei que em cada empresa, em cada escola, em cada associação há uns e outros, sei que a revolta nos atinge grandemente e a vontade de a por em pratica é grande.

considero que devemos ter todos a racionalidade suficiente para saber separar o trigo do joio, considero que no campo mediático todos temos um papel como observadores, relatadores, mas acima de tudo como críticos.

a generalidade dos trabalhadores dos meios de comunicação social não são o inimigo, não servem o grande capital e concordam largamente com toda esta revolta contra uma pseudo-crise que também os afecta.

sou, sempre fui, contra jornalistas que tomem um lado da questão, mesmo que esse lado hoje seja o meu. sei que um jornalismo que não é isento não é jornalismo.. é propaganda, e a propaganda é a melhor forma de nos cegarem.

por isso considero que mais importante do que os erros pontuais, mais importante que as noticias não serem expressas da forma que melhor me servem, é o facto de também não serem da forma que melhor servem quem se opõe a mim.

prefiro, e defendo, um jornalismo independente (ou o mais independente possível).

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